domingo, 21 de agosto de 2016

Cobertura de Cuba no Rio-2016

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Posição final de Cuba nos jogos olímpicos Rio 2016 [todas as medalhas]

Arte: Rio 2016
Cuba fechou sua participação nos Jogos Olímpicos Rio 2016 com 11 medalhas, sendo 5 de ouros, 2 de pratas e 4 de bronzes. Ficou em 18º, a frente de países como Canadá e Nova Zelândia. Na América Latina ficou atrás apenas do Brasil, país sede, e da Jamaica.
A meta de Cuba era ficar entre os 20 melhores classificados no quadro geral de medalhas.

Os campeões - ouros

Boxe cubano ganha mais 2 ouros e Cuba fica entre as 20 melhores no Rio 2016

Ramirez e Lopes, campeões olímpicos no Rio 2016. Foto: Roberto Marejón
Depois da campeã mundial, Yarisley Silva, não alcançar 4.70 e terminar em sétimo na final do salto com vara e da luta livre não repetir o feito da luta greco-romana, sobrou para o boxe, no penúltimo dia do Rio 2016, atingir a meta traçado pelos cubanos para os jogos: ficar entre as 20 melhores delegações no quadro geral de medalhas. E os boxeadores cubanos não decepcionaram. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Julio La Cruz, ouro no Rio 2016: em especial ao povo cubano e ao comandante Fidel

Julio La Cruz com a medalha de ouro. Foto: Roberto Morejón 
Por Sturt Silva

Até hoje o boxe cubano tinha ganhado 34 medalhas de ouro em sua história olímpica. Nenhuma delas tinha sido na categoria 81 Kg. Julio Cesar La Cruz quebrou a maldição. 

Tricampeão mundial (2011, 2013 e 2015), La Cruz venceu, hoje no Rio de Janeiro, Adilbek Niyasymbetov e se sagrou campeão olímpico na categoria peso meio-pesado (81 Kg).
A trajetória do título

Natural da província de Camagüey, o pugilista cubano estreou no Rio 2016 com vitória por unanimidade diante do turco Mehmet Nadir Unal. Nas quartas de final passou por Michel Borges, do Brasil, também por 3-0. Nas semifinais eliminou o francês Mathieu Bauderlique, num confronto que dominou do início ao fim. Hoje bateu, também por 3-0, o medalhista de prata de Londres 2012, Adilbek Niyasymbetov do Cazaquistão (assista a luta final no vídeo abaixo). 

Arte: revista boxe cubano
Como definiu muito bem o jornalista Luis Augusto Símon, “La Cruz tem um estilo peculiar. Luta com a guarda sempre baixa. Os dois braços não cobrem o rosto e nem o peito. Ele se posta com o tronco adiantado, praticamente oferecendo o rosto para uma pancada que raramente recebe. Tem uma esquiva extraordinária”.

Fidel Castro é o 1º grande revolucionário a completar 90 anos graças a inteligência cubana

Homenagem a Fidel no dia em que ele completou 90 anos
Em artigo publicado no jornal O Globo, Frei Betto, teólogo e escritor brasileiro, disse que o fato de Fidel ser o primeiro grande revolucionário a comemorar 90 anos não se atribui a nenhum milagre. E sim a inteligência cubana, que infiltrou agentes entre os conspiradores ou contou com a contrainformação voluntária de funcionários da CIA e do FBI solidários à Revolução Cubana.

Frei Betto
No texto, Betto, que visitou Fidel em sua casa na última semana, também narrou como foi a homenagem a Fidel, pelos 90 anos, no teatro Karl Marx, no último sábado.

Segundo o autor de "Fidel e a religião", relançado em julho, o comandante parecia estar feliz com as conquistas do povo cubano que há 57 anos desafia e frustra todas as previsões do fim do socialismo em Cuba.

Leia artigo completo aqui.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Lula: "Feliz aniversário, amigo Fidel!"

Carta de Lula, ex-presidente do Brasil a Fidel Castro, que completou 90 anos de idade no último sábado
Lula e Fidel no aeroporto em Havana (20/09/09/)
Foto: Stuckert/Agência Brasil
Caro amigo Fidel,

Parabéns pelos 90 anos de uma vida tão intensa; uma vida que marcou a história de Cuba e de todo o mundo.

Obrigado pelas pontes de solidariedade que construiu na América Latina, pelo apoio  à independência de tantos países africanos.

Obrigado por ter mostrado ao mundo que todos os países conquistam o respeito quando seu povo se faz respeitar.

Mesmo diante de tantos desafios e dificuldades materiais, diante de um bloqueio cruel ao longo de décadas, Cuba é exemplo de generosidade: um país que exporta médicos e conhecimento, enquanto outros exportam armas e intolerância.

Este é o legado do qual você, nesta data, deve sentir muito orgulho e alegria.

Muita saúde e muitos anos de vida.

Do amigo

Luiz Inácio Lula da Silva. 

Fonte: site oficial do Lula.

Denia Caballero também dedica sua medalha no disco a Fidel Castro

Denia comemora o Bonze com a bandeira de Cuba. Foto: Rio 2016
Por Sturt Silva

Cuba fechou o 11º dia no Rio 2016 com oito medalhas, sendo 2 de ouro, 2 de prata e 4 de bronze. Ontem foram ganhas duas. A segunda de prata, conseguida pelo lutador Yasmani Lugo nos 98 Kg da luta greco-romana e a quarta de bronze da campeã mundial Denia Caballero, no lançamento de disco.

Primeira medalha no atletismo

A campeã mundial em 2015 e dos jogos pan-americanos de Toronto, Denia Caballero conseguiu sua medalha na terceira tentativa com a marca de 65.34.

Denia, que é de Villa Clara, veio para Rio em busca do ouro e justificou o bronze devido a uma lesão de última hora que afetou sua preparação final. A medalhista cubana também dedicou a medalha a Fidel Castro, que no último sábado completou 90 anos.

“Essa medalha dedico a Fidel, a minha família, aos meus treinadores e fisioterapeutas que trabalharam comigo nessa última parte da preparação quando apareceu uma lesão inesperada”, disse a atleta cubana que assegurou a primeira medalha do atletismo para Cuba nesses jogos.

Outros atletas cubanos já tinham feito o mesmo. No sábado, o primeiro campeão olímpico no Rio 2016, Ismael Borrero Molina, e o boxeador Lenier Pero tinham dedicados suas vitórias ao líder histórico da Revolução Cubana.

Feliz, mas não satisfeita com o bronze, Caballero espera buscar o tão sonhado ouro em Tóquio 2020.

A força dos lutadores cubanos

Com a medalha de prata de Yasmany Lugo, a luta greco-romana toma o lugar número 1 do boxe, até então o esporte favorito para ganhar o maior número de medalhas para Cuba no Rio 2016. 

Lugo, prata no Rio 2016. Foto: Ricardo López Hevia
Para ser ter uma ideia da força dos lutadores cubanos, a luta greco-romana era composta por cinco lutadores, esteve presente em três finais, conseguindo duas medalhas de ouro e uma de prata. O boxe até o momento só conseguiu 3 bronzes.
Boxe: vitórias e derrotas

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Vitória do socialismo: Mijaín Lopez se sagrou tricampeão olímpico em cima de um ultradireitista

Lopez com a bandeira de Cuba. Por Getty Images/Ryan Pierse
Por Sturt Silva

O cubano Mijaín Lopez se sagrou tricampeão olímpico na luta greco-romana (categoria até 130kg), hoje no Rio,  ao derrotar seu maior rival, o turco Riza Kayaalp, campeão mundial, por 6 a 0.

Antes do Rio-2016, Lopez havia vencido Kayaalp na semifinal de Londres-2012 e na final do Mundial de 2014. Enquanto que o turco tinha vencido o cubano na final do Mundial de 2011 e na decisão do Mundial de 2015.

Lopez, que também é pentacampeão mundial e tetracampeão pan-americano, estreou no Rio-2016 vencendo por 3-0 Nab Heike da Estônia. Logo em seguida bateu o sueco Magnus Euren, nas quartas de finais, por 4-0. Na semi finais venceu o russo Sergey Semenov por 3 a o e foi para a disputa do ouro.

Leia também: Campeão cubano dedica ouro olímpico a Fidel Castro por seus 90 anos

A luta final

Logo de início, Lopez  abriu 4 a 0. Sob pressão Kayaalp pisou fora da área de luta, tentando se defender, o que resultou em mais um ponto para o cubano, ainda nos primeiros 60 segundos.  No segundo round, Lopez seguiu pressionando. Kayaalp, forçado a se defender, foi punido com mais um ponto por passividade. O cubano até comemorou dançando e rebolando, antes da hora, depois de ter ganho mais dois pontos devido a uma agressão do turco, que acabou não sendo confirmado pelos juízes. Mesmo assim, não restava tempo para reverter o resultado. Foi só esperar o tempo acabar para comemorar (vídeo).

Já declarado tricampeão (2008, 2012 e 2016) na Arena Carioca 2, Lopez aplicou um "golpe" em seu treinador e foi comemorar  nos braços da torcida, que apoio o lutador com gritos de "Cuba", "Cuba", "Cuba".
Que comemoração. Por Toru Hanai/Reuters. 
Feito histórico

O lutador cubano iguala aos tricampeões olímpicos cubanos: no boxe, Teófilo Stevenson (72, 76 e 80) e Félix Savón (92, 96 e 2000) e também às 7 jogadoras, lideradas por Mireya Luis e Regla Torres, da seleção cubana feminina de vôlei (92, 96 e 2000).
Hino cubano é tocado pela 2ª vez no Rio. Por Ricardo Hevia/Granma
Vitória de Cuba e dos valores do socialismo

Lopez que já tinha chamado a atenção da imprensa por ser hospedar junto a seleção de luta olímpica de Cuba em um albergue na zona norte do Rio de Janeiro, defende o socialismo e o sistema político e econômico de Cuba. Por outro lado, Kayaalp é ligado a extrema-direita, apoiador e amigo do presidente Erdogan e já foi punido por declarações xenófobas contra armênios e gregos. Por isso a vitória de López, além de ser uma vitória do esporte cubano e do povo cubano, também é uma vitória do socialismo e do antifascismo.

Com informações do Globo Esporte e Granma.

Campeão cubano dedica ouro olímpico a Fidel Castro por seus 90 anos

Ismael Borrero: da recusa em hospedar em hotel de luxo ao lugar mais alto do pódio no Rio-2016

Borrero comemora com a bandeira de Cuba. Por TeleSUR
Por Sturt Silva

Quando chegou ao Rio de Janeiro para disputar a Olimpíada, Ismael Borrero Molina não se hospedou em um hotel de luxo. Ele e a delegação da luta olímpica cubana resolveram se acomodar em um hostel mais simples, na Tijuca, bairro da zona norte da cidade. A recusa em hospedar em hotéis de luxo chamou a atenção da imprensa brasileira que fez várias reportagens sobre as opções dos lutadores cubanos.
Lutador comemora com seu treinador. Por Rio-2016
Ismael Borrero, que ontem conquistou a primeira medalha de Cuba no Rio-2016, venceu por 3 a 1, nas oitavas de finais, Arsen Eraliev do Quirguistão; por 4 a 0, nas quartas de finais, Lumin Wang da China e por 3 a 1, nas semi finais,  Elmurat Tasmuradov do Uzbequistão.

Acompanhe nossa cobertura de Cuba no Rio-2016

Na final, o campeão mundial de Las Vegas 2015, conseguiu o tão esperado ouro ao vencer o desconhecido japonês Shinobu Ota por 4 a 0.



Em declarações após a vitória, o cubano da Luta Greco-Romana, categoria 59 kg, disse que foi importante o aprendizado que teve no último Pan-americano onde acabou ficando sem medalhas. Borrero também dedicou a sua vitória a sua mãe e a Fidel Castro.

"Me sinto muito feliz e satisfeito. Dedico minha medalha em primeiro lugar à minha mãe, que é tudo para mim, e ao nosso Comandante em Chefe, que ontem fez aniversário".

Borrero na hora do hino. Por  Ricardo López Hevia
Veja aqui o hino de Cuba tocado pela primeira vez no Rio-2016.

Boxe

Cuba em fotos