quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Qual o caminho da Revolução Cubana depois de Raúl Castro?

Jornalista e amigo da Revolução Cubana, Breno Altman analisa o futuro de Cuba; assista no programa "20 minutos"
Fidel e Raúl na manifestação de 1º de Maio/2017 - Foto L. Eduardo Domínguez/Cubadebate
Por Sturt Silva

No último dia 24 de novembro, uma dia antes do aniversário de 1 ano de morte de Fidel Castro, o jornalista Breno Altman analisou o futuro de Cuba após a saída do governo da geração revolucionária de 1959.

No último dia 26, o povo cubano foi às urnas para eleger novos representantes a nível municipal, o processo terminará ano que vem com a escolha do novo presidente do país. Raúl Castro que oficialmente assumiu o poder em 2008 não será candidato. Espera-se que no primeiro semestre Cuba tenha um novo presidente.

Estado de bem-estar social

Altman destacou que Cuba foi obrigada a integrar ao campo socialista, liderado pela URRS, depois do início do bloqueio dos EUA. A parceria com o bloco soviético socialista trouxe uma série de avanços para o país como a possibilidade de ter acesso a uma poupança externa que garantiu investimentos necessários para a manutenção da economia nacional e a criação de um estado de bem-estar social. Esse período, que teve uma economia estatal e planejada como marca, durou de 1962, com caráter socialista da Revolução, até 1991, com o fim da URSS.

Período Especial 

Na década de 90, com o fim da parceria com a URSS e o fortalecimento do bloqueio estadunidense, Cuba viveu o "perídio especial" onde o PIB cubano caiu 1/3 em 3 anos. Para enfrentar a crise, Fidel adotou algumas medidas econômicas que liberalizou e dinamizou a economia nacional, inclusive abrindo o país ao capital estrangeiro e possibilitando o renascimento do mercado.

Já nos anos 2000 a correlação de forças na América Latina mudou e Cuba acabou sendo beneficiada com o processo, principalmente com a vitória de Hugo Chávez na Venezuela, em 1998.  

Governo Raúl Castro

Com Raúl Castro, em 2006, Cuba passou a investir no mercado como um instrumento de desenvolvimento do socialismo, tendo como base as experiências da China e do Vietnã. A política que leva a sério mecanismo de mercado faz parte de um projeto, de longo prazo, da Revolução para atualizar o modelo socialista vigente, na expectativa de obter maiores taxas de crescimento econômico e sustentar as conquistas históricas da Revolução. Se espera que essa seja a linha que seguirá em Cuba após os governos Fidel e Raúl. 

Socialismo com mercado

A atualização do socialismo cubano procura combinar planejamento estatal dos setores estratégicos da economia com mecanismos de mercado.

Legados para o novo presidente

Além da modernização do modelo econômico, outro legado que Raúl Castro deixará ao seu sucessor é o sistema político cubano, que consolidou um tipo de democracia direta na ilha. 

Assista:

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