sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Conheça a Rádio Rebelde, emissora criada por Che e Fidel contra a ditadura de Batista

A Rádio Rebelde foi fundada em 1958 e transmitia direto da Sierra Maestra no período pré-revolucionário
58 anos de Rádio Rebelde - Arte: Brasil de Fato
Por Beatriz Pasqualino no Brasil de Fato

¡Aquí Radio Rebelde, desde el território libre de Cuba! 

Com essa chamada radiofônica, amplamente conhecida pelo povo cubano ainda nos dias atuais especialmente na voz da locutora Violeta Casal, a Rádio Rebelde transmitiu clandestinamente a ação guerrilheira[1] comandada por Fidel Castro direto da Sierra Maestra contra a ditadura de Fulgêncio Batista, iniciada em 1952. As emissões clandestinas, realizadas de 24 de fevereiro de 1958 a 1º de janeiro de 1959, eram feitas diariamente em dois horários à noite nas bandas de 20 e 40 metros.

Naquela época e ainda mais hoje, 58 anos após tal feito, fica claro o relevante papel desempenhado pela emissora com vistas ao triunfo da Revolução. Se os meios de comunicação legalizados em Cuba estavam a serviço e/ou sob controle da ditadura de Batista, na Sierra Maestra - desde 1956 - os rebeldes providenciaram sua rede de informações e comunicações voltadas aos próprios guerrilheiros e ao povo cubano. Uma dessas ferramentas (na verdade, praticamente uma arma) foi a Rádio Rebelde.

A ideia da utilização da rádio pelo Exército Rebelde foi de Ernesto Che Guevara, que também comandou o traslado dos equipamentos e a instalação da emissora.

Para saber mais sobre a história da Rádio Rebelde, ouça o radiodocumentário "A Radio Rebelde como arma de guerrilha do Exército Rebelde", produzido pela jornalista Beatriz Pasqualino como material complementar à dissertação defendida no Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Unicamp, sob orientação do professor Marcelo Ridenti.

Ouça a matéria completa em:

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Fracassa provocação da OEA e da direita da América Latina contra Cuba

Cuba acusa OEA de fazer parte, ao lado de organizações anticubanas e contrarrevucionárias, de uma aberta e grave provocação contra o governo cubano

Segundo nota do Ministério de Relações Exteriores de Cuba "a intenção do secretário-geral da OEA, Luis Almagro Lemes, era viajar a Havana, a fim de receber um “prêmio” inventado por um grupelho ilegal anticubano, que opera em contubérnio com a Fundação para a Democracia Pan-americana, da extrema direita, criada nos dias da 7ª Cúpula das Américas do Panamá".

"O plano, elaborado após várias viagens entre Washington e outras capitais da região, consistia em montar em Havana uma aberta e grave provocação contra o governo cubano, gerar instabilidade interna, afetar a imagem internacional do país e, ao mesmo tempo, afetar o bom andamento das relações diplomáticas de Cuba com outros Estados", continua a nota.

Além do secretário-geral da OEA, estariam envolvidos figuras da direita latino-americana como o ex-presidente mexicano Felipe Calderón e a ex-ministra chilena Mariana Aylwin. Os três tiveram a entrada negada em território nacional cubano.

A chancelaria cubana também cita o envolvimento de outras organizações, como a Idea (Iniciativa Democrática da Espanha e as Américas, Centro Democracia e Comunidade), o Cadal (Centro de Estudos e Gestão para o Desenvolvimento da América Latina), e o Instituto Interamericano para a Democracia.

Cuba, membro da OEA desde sua criação em 1948, foi suspensa em 1962 após o triunfo da revolução liderada por Fidel Castro. Em 2009 a organização levantou a suspensão de Cuba e 2015  o país voltou a participar de uma reunião da organização depois de 5 décadas. Mas por ser uma entidade que serve como instrumento de pressão estadunidense Cuba nega a fazer parte da organização. 

Leia nota completa do Ministério de Relações Exteriores de Cuba: 
"Fracassa provocação contra Cuba

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Vamos pra Cuba: Vem aí a Brigada Internacional 1º de Maio [2017]

Que ir a Cuba e conhecer a realidade do único país socialista do ocidente com seus próprios olhos? Então o momento é agora. Veja como:
Fotos: Fidel Castro na Sierra Maestra (anos 50) e desfile de 1º de Maio em Havana
Trata-se da Brigada Primeiro de Maio, onde pessoas de vários países vão a Cuba com objetivo de conhecer melhor a realidade do povo cubano.

E mais: os brigadistas participarão do desfile de 1º de maio na Praça da Revolução, em Havana, junto a centena de milhares de cubanos.

Em 2017 a brigada chegará a sua XII edição e homenageará o Comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro, falecido no último 25 de novembro, e Ernesto "Che" Guevara, no aniversário de 50 anos da morte do guerrilheiro heroico.

A coordenadora nacional da brigada aqui no Brasil, Telma Araújo, elaborou um esboço para esclarecer as principais dúvidas sobre a brigada, incluindo como fazer sua inscrição.
Brigada reúne pessoas do mundo todo
XII Brigada Primeiro de Maio

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Pedagogia Cuba-2017: a formação de consciências críticas

Encontro dos educadores: o desafio de formação de consciências críticas que se anteponham à mentira
Congresso Internacional de Pedagogia em Havana - Foto: Maria Leite
Por Maria do Carmo Luiz Caldas Leite

O Congresso Internacional Pedagogia 2017 foi realizado no Palácio das Convenções de Havana - Cuba, sob os auspícios do Ministério de Educação de Cuba, da UNESCO e da UNICEF, de 30 de janeiro a 3 de fevereiro, como espaço para fomentar a unidade entre educadores e debater  estratégias educativas necessárias para garantia uma educação de qualidade. 

A presidenta do Comitê Científico do Congresso, Eva Escalona, informou que houve um total de 1.945 mil trabalhos apresentados, de 51 países de todo mundo, com representações de cada continente, principalmente da América Latina e do Caribe. Reconheceram o rigor científico dos trabalhos e dos cursos ministrados todos participantes. Os maiores números de trabalhos apresentados foram de Cuba (814), do México (342) e do Brasil (194). A delegação dos Estados Unidos contou com 37 membros.
Momentos do Congresso - Fotos: Maria Leite
O programa incluiu visitas especializadas a centros educacionais cubanos de diferentes áreas, simpósios e conferências especiais de diversas personalidades. Entre as unidades mais visitadas estiveram o Palácio de Pioneiros Ernesto Che Guevara, a Universidade de Ciências Pedagógicas Enrique José Varona, a Escola Lenin, a Universidade de Havana e a Escola Especial Dora Alonso.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Biografia de Raúl Castro foi o livro mais vendido em Cuba no ano de 2016

Lançamento no Palácio das Convenções do Livro "Raúl Castro, um homem em Revolução".
Foto: Ismael Francisco/ Cubadebate
Do Diário Liberdade

“Raúl Castro, un hombre en Revolución” [Rául Castro, um homem em Revolução], biografia do atual presidente cubano, foi o livro mais vendido no ano passado em Cuba.

Segundo a televisão estatal cubana, a obra, de autoria do escritor russo Nikolai Leonov, ficou em primeiro lugar na lista dos títulos mais procurados nas livrarias organizada pelo Instituto Cubano do Livro.

Apresentado pela primeira vez na metade de 2015, a biografia só foi lançada editorialmente durante a Feira do Livro de 2016 no país caribenho.

A obra narra a trajetória do ex-guerrilheiro desde seu nascimento, em 1931, até os dias atuais, em seus últimos anos como presidente de Cuba – Raúl deixará o cargo em 2018, quando haverá novas eleições.

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sábado, 11 de fevereiro de 2017

Após 55 anos e 12 governos estadunidenses, o bloqueio contra Cuba se mantém

Outdoor em Cuba: Bloqueio: Nossa liberdade e dignidade jamais serão compradas
Editorial do site cubano Cubavsbloqueo

Em 3 de fevereiro de 1962, o então presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy firmou a Ordem Executiva 3447 que colocou o embargo total de comércio com Cuba. Desta maneira, o governo deste país oficializou o bloqueio contra o Estado e povo cubanos.

A Ordem Executiva 3447 se articulou segundo o que fora colocado na Lei de Assistência Exterior, de setembro de 1961 e a Lei de Comércio com o Inimigo do ano de 1917. Seu objetivo era impedir e obstaculizar toda a atividade econômica e comercial de Cuba, que já havia vencido antes todo o tipo de agressões desde o território estadunidense, incluindo a invasão armada em Playa Girón.

Kennedy, em sua declaração, autorizou o Secretário do Tesouro a promulgar todas as medidas e regulações para tornar efetiva a proibição de importação aos Estados Unidos de qualquer produto de origem cubana. Além disso, ordenou seu Secretário de Comércio que continuasse e ampliasse as medidas para restringir todas as exportações dos Estados Unidos para Cuba, incluindo alimentos e medicamentos.

“Conversando com Cuba”: plenária com sindicalista cubano em São Paulo

Central irá realizar plenária com sindicalista cubano, Ernesto Freire, em São Paulo, no próximo dia 16
Evento ocorre em São Paulo - Foto: Reprodução/CTB
Por Érika Ceconi no site da CTB

“Conversando com Cuba” é o nome da plenária sindical que a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) realizará, na próxima quinta-feira (16) em São Paulo, com a presença do dirigente da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), Ernesto Freire.

O sindicalista cubano estará no país, na semana que vem, para participar de um intercâmbio e irá trocar experiências com o movimento sindical brasileiro sobre a conjuntura política e a ação sindical latino-americana e caribenha diante da ofensiva conservadora na região.

Neste sentido, o secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, destaca o papel da Federação Sindical Mundial (FSM) e do Encontro Sindical Nossa América (Esna) na resistência ao avanço das políticas neoliberais que prejudicam os trabalhadores.

“Fortalecer a FSM e o Esna como instrumentos de luta da classe trabalhadora internacional é fundamental para resistir a esta contraofensiva imperialista”, afirma o dirigente.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

OMS premia brigada médica cubana por combate ao Ebola e trabalho solidário pelo mundo

Médicos cubanos em Sierra Leoa combatendo o Ebola - Foto: Periódico Invasor/Ciego de Ávila
A Organização Mundial da Saúde (OMS) outorgou no último dia 31 de janeiro, por unanimidade na 140ª reunião do seu Conselho Executivo, o Prêmio de Saúde Pública ao contingente médico cubano Henry Reeve, reconhecendo seu trabalho solidário internacional para o enfrentamento de desastres naturais e epidemias graves.

Instituído em 2009, o Prêmio de Saúde Pública, em memória ao Dr. Lee Jong-wook, reconhece o trabalho de pessoas, instituições e organizações com uma contribuição significativa para o setor da saúde pública.

A distinção outorgada à brigada Henri Reeve premia o trabalho solidário realizado em inúmeros países afetados por desastres naturais, bem como aos mais de 250 especialistas cubanos que trabalharam em nações africanas durante a perigosa epidemia do vírus Ebola.

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Henry Reeve foi fundada em 19 de setembro de 2005, em Havana, por Fidel Castro, para ajudar as vítimas do furacão Katrina que devastou Nova Orleans em 2005. Porém o presidente dos EUA naquela época, George W. Bush, recusou receber a ajuda humanitária cubana. Apesar da soberba estadunidense, a brigada se manteve ativa e tem se destacado na linha de frente contra epidemias graves e efeitos de desastres naturais pelo mundo. Calcula que aproximadamente 7.254 colaboradores médicos ofereceram sua ajuda em 19 nações, incluindo Haiti e Chile por mais de uma vez. Os profissionais treinados e capacitados para essas missões, atenderam mais de 3,5 milhões de pessoas e salvaram a vida de 80 mil pacientes, segundo estimativas.