quinta-feira, 22 de junho de 2017

Presidenta do Conselho Mundial da Paz denuncia o retrocesso na política dos EUA contra Cuba

Gomes durante Convenção de Solidariedade
a Cuba - Belo Horizonte - 15/06/17
Do site do Cebrapaz

Ao reagir contra as declarações feitas pelo presidente estadunidense Donald Trump em 15 de junho durante evento em Miami, na Flórida, movimentos da paz e em defesa da soberania das nações têm denunciado o “retrocesso diplomático” em que se baseia o cancelamento de um acordo de reaproximação assinado entre Cuba e os EUA em 2014, que levou inclusive à reabertura das Embaixadas e outras medidas importantes.

A presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, também emitiu nota, nesta quinta-feira (22), para apelar ao reforço do apoio ao povo cubano na defesa da sua soberania e de uma política internacional de respeito mútuo e amizade.

Leia o texto a seguir:

Denunciamos o retrocesso diplomático e a ingerência dos EUA contra Cuba!

Com indignação e enfático rechaço, denunciamos o retrocesso da política externa dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump com relação à Cuba revolucionária, um retrocesso que evidencia a escolha do novo presidente pelas ameaças e chantagens usadas costumeiramente pela potência imperialista contra o povo cubano.

O Conselho Mundial da Paz somou-se aos movimentos, entidades e governos solidários à República de Cuba no apoio e na celebração da vitória diplomática do povo cubano desde o anúncio de restabelecimento das relações bilaterais com os Estados Unidos, em 2014.

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Simultaneamente, ao lado do povo cubano, exigimos sempre o fim do intervencionismo estadunidense que constantemente tenta perturbar o progresso da revolução cubana e isolar a nação através de um bloqueio criminoso imposto há mais de cinco décadas.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

“Cuba não realizará concessões inerentes a sua soberania e independência"

Parrila durante conferência de imprensa em Viena/Áustria (19/06) - Efe
Do Opera Mundi

O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, afirmou nesta segunda-feira (19/06) que Havana segue aberta ao diálogo com Washington, mas que “não negociará seus princípios nem aceitará condicionamentos”, em referência à anulação parcial por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, às políticas de reaproximação entre os dois países na última sexta-feira (16/06).

Em Viena, na Áustria, onde se encontra em visita para avançar as relações bilaterais entre Cuba e o país europeu, Parrilla disse que a política do governo Trump em relação a Havana recrudesce o bloqueio imposto há quase seis décadas, constituindo “um retrocesso nas relações entre os dois países e um retorno à mesma política falida aplicada por administrações norte-americanas anteriores”.

“Não será um decreto presidencial norte-americano que irá desviar o rumo soberano de Cuba”, disse o chanceler. “Cuba não realizará concessões inerentes a sua soberania e independência, não negociará seus princípios nem aceitará condicionamentos, como nunca o fez ao longo da história da Revolução”, prosseguiu.

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Cuba: qualquer estratégia para mudar nosso sistema socialista estará condenada ao fracasso Movimento brasileiro de solidariedade a Cuba lança Moção de repúdio contra medidas de Trump

Ao mesmo tempo, o ministro reiterou a vontade de Havana de “dar continuidade ao diálogo respeitoso e à cooperação em temas de interesse mútuo sobre a base da igualdade, da reciprocidade e do absoluto respeito à independência e à soberania de Cuba”.

Cuba: qualquer estratégia para mudar nosso sistema socialista estará condenada ao fracasso

Governo cubano diz que EUA não está em condições de dar lições e que cubanos continuarão firmes na construção de uma nação soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável.
Outdoor em Cuba: "Pátria ou morte: Venceremos!"
Na última sexta-feira (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o cancelamento do acordo firmando, em dezembro de 2014, pelo presidente de Cuba, Raúl Castro, e pelo ex-presidente estadunidense, Barack Obama. Com um discurso típico da guerra fria, o atual mandatário estadunidense ainda reafirmou seu apoio pessoal ao bloqueio contra Cuba, política adotada desde década de 60 e que não foi alterada por Obama.

Cuba reagiu às medidas de Trump dizendo que qualquer estratégia voltada para mudar o sistema político, econômico e social de Cuba estará condenada ao fracasso. Governo cubano ainda disse que EUA não está em condições de dar lições e que cubanos continuarão firmes na construção de uma nação soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável.

Leia declaração do governo revolucionário de Cuba sobre as novas medidas de Trump:

Em 16 de Junho de 2017, o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, num discurso, carregado de uma retórica hostil, que relembrou os tempos da confrontação aberta com nosso país, proferido em um teatro em Miami, anunciou a política do seu governo para Cuba, a qual reverte avanços alcançados nos dois últimos anos, depois que em 17 de dezembro de 2014 os presidentes Raúl Castro Ruz e Barack Obama fizeram pública a decisão de restabelecer as relações diplomáticas e iniciar um processo encaminhado à normalização dos vínculos bilaterais.

No que constitui um retrocesso nas relações entre os dois países, Trump proferiu um discurso e assinou no próprio ato uma diretiva de política denominada “Memorando Presidencial de Segurança Nacional”, dispondo a eliminação dos intercâmbios educacionais “povo a povo” a título individual e uma maior fiscalização de todos os viajantes estadunidenses para Cuba, bem como a proibição das transações econômicas, comerciais e financeiras de companhias estadunidenses com empresas cubanas vinculadas com as Forças Armadas Revolucionárias e os serviços de inteligência e segurança, tudo isto com o pretendido objetivo de privar o país de receitas. O mandatário estadunidense justificou esta política com supostas preocupações a respeito da situação dos direitos humanos em Cuba e pela necessidade de aplicar de maneira rigorosa as leis do bloqueio, condicionando o seu levantamento, bem como qualquer melhora nas relações bilaterais, a que o nosso país realize mudanças inerentes no seu ordenamento constitucional.

Trump derrogou também a Diretiva Presidencial de Política “Normalização das relações entre Estados Unidos da América e Cuba”, emitida pelo presidente Obama em 14 de Outubro de 2016, a qual não escondia o carácter de ingerência da política estadunidense, nem o seu objetivo de fazer avançar os seus interesses no intuito de conseguir mudanças na ordem econômica, política e social do nosso país, mas reconhecia a independência, soberania e autodeterminação de Cuba e o governo cubano como um interlocutor legítimo e igual, bem como os benefícios que traria a ambos os países e povos uma relação de convivência civilizada dentro das grandes diferenças existentes entre os dois governos. Ademais disso, admitia que o bloqueio constituía uma política obsoleta e que devia ser eliminado.

Leia também: Solidários a Cuba lança Moção de repúdio contra medidas de Trump

Mais uma vez, o governo dos Estados Unidos da América recorre aos métodos de coerção do passado, ao adotar medidas de recrudescimento do bloqueio, em vigência desde fevereiro de 1962, que não só provocam danos e privações ao povo cubano, constituindo um inegável obstáculo para o desenvolvimento da nossa economia, como também afeta a soberania e os interesses de outros países, provocando o repúdio internacional.

domingo, 18 de junho de 2017

Declaração final da XXIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba

Momento final da XXIII Convenção de Solidariedade a Cuba - Belo Horizonte - 17 de junho de 2017
Foto: Consulado de Cuba/Salvador - Edição/ Blog Solidários
XXIII CONVENÇÃO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA 
CARTA DE BELO HORIZONTE

Convocados pela Associação Cultural José Martí de Minas Gerais (ACJM_MG) e pelo Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba, amigas e amigos da ilha sempre rebelde, representantes de dezenas de estados da Federação, organizações políticas, sociais, juvenis, religiosas, sindicais e estudantis estivemos presentes à "XXIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba", ocorrida de 15 a 17 de junho de 2017, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais.

Neste grande evento prestamos nossas homenagens ao legado imortal do líder histórico da Revolução Cubana, Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz e ao Guerrilheiro Heroico Ernesto "Che" Guevara no 50 aniversário de seu assassinato. Também celebramos os 100 anos da Revolução Socialista de outubro, reconhecendo que somente o socialismo terminará com exploração imposta pelo neoliberalismo selvagem.

Num contexto em que a contraofensiva imperialista, a burguesia nacional e a grande imprensa pretendem calar nossas vozes; nesta hora de luta do povo brasileiro pela volta da democracia e por nenhum direito a menos; neste momento decisivo para a América Latina em sua luta por sua definitiva independência e soberania, o Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba reafirma suas bandeiras de permanente compromisso e amizade com a Revolução Cubana.

"Viva Fidel" - XXIII Convenção de Solidariedade a Cuba
Acrescentaremos o trabalho solidário conforme a realidade apresentada depois de conhecer a desastrosa decisão do presidente dos Estados Unidos de romper os acordos assinados há dois anos entre Obama e Cuba. Uma vez mais os EUA se colocam em uma posição isolada, ignorando a comunidade internacional na tentativa frustrada de derrotar a Revolução Cubana.

Movimento brasileiro de solidariedade a Cuba lança Moção de repúdio contra medidas de Trump

Delegados da XXIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - 17 de junho de 2017 - Belo Horizonte
Foto: Consulado de Cuba/Salvador
Na última sexta-feira (16), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o cancelamento do acordo firmando, em dezembro de 2014, pelo presidente de Cuba, Raúl Castro, e pelo ex-presidente estadunidense, Barack Obama. Com um discurso típico da guerra fria, o atual mandatário estadunidense ainda reafirmou seu apoio pessoal ao bloqueio contra Cuba, política adotada desde década de 60 e que não foi alterada por Obama. Cuba reagiu às medidas de Trump dizendo que qualquer estratégia voltada para mudar o sistema político, econômico e social de Cuba estará condenada ao fracasso.

O movimento brasileiro de solidariedade a Cuba, que estava reunido em Belo Horizonte, aproveitou a oportunidade e lançou uma Moção de repúdio contra a nova política dos EUA em relação a Cuba.

Leia o documento na íntegra:

Moção de repúdio contra as medidas de Trump contra Cuba

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Abertura da XXIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba [vídeo]


Assista parte da abertura da XXIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba. A cerimônia foi na noite de ontem, quinta-feira, no Teatro Francisco Nunes, em Belo Horizonte/Minas Gerais.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Convenção catarinense de solidariedade a Cuba homenageou Fidel e Che Guevara

Pelo fim do bloqueio a Cuba foi um dos principais temas da convenção.
Foto: Consulado de Cuba em São Paulo.
Por Sturt Silva

No último dia 8 de junho, em Florianópolis, celebrou a VIII Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba em preparação a XXIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba.

No hall de acesso ao Auditório Deputado Paulo Stuart Whrigt da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, local do encontro, o público pode apreciar uma exposição de fotos de brigadistas que participaram de diversas edições da Brigada Sul-americana de Solidariedade a Cuba.

O evento, que foi organizado pela Associação Cultural José Martí (ACJM-SC), começou homenageando Fidel Castro e Che Guevara com uma apresentação artística de Vera Ferreira, João Paulo de Souza e José Carlos de Mello. 

Durante sua intervenção no ato, João Frederico (Fredy) Hofstätter Trott, presidente da ACJM-SC, reafirmou a solidariedade com Cuba por parte da convenção e fez referências aos avanços de Cuba nas áreas de saúde e cultura.

Ricardo Haesbaert, vice-presidente da Associação Cultural José Martí do Rio Grande do Sul, que participou como convidado, falou sobre a solidariedade militante com Cuba e a vigência da agressão dos EUA contra à ilha socialista, destacando o bloqueio e ocupação de Guantánamo.

Assista trecho da fala de Haesbaert:




Já Antonio Mata Salas, Cônsul de imprensa do Consulado de Cuba em São Paulo, também abordou a questão do bloqueio. Disse que Cuba está disposta em resistir o tempo que for necessário até que os EUA levante de forma definitiva  bloqueio. Sua apresentação foi seguida de debate com o publico.

Amazonas: realizadas convenções de solidariedade a Cuba

Cônsul cubano Turcios Esquivel López faz intervenção durante encontro - Foto: Consulado de Cuba/Manaus
Por Sturt Silva

No último dia 8 de junho foi realizada em Manaus convenção estadual de solidariedade a Cuba. 

Organizada pelo Consulado de Cuba para a região norte do país, o evento teve a participação de representantes de organizações políticas, movimentos sindicais, estudantes graduados na ilha caribenha, diplomatas venezuelanos, cubanos residentes na região e amigos de Cuba.

A convenção foi propícia para ressaltar a solidariedade da Revolução Cubana com todos os povos do mundo, render homenagem a Fidel Castro, atualizar sobre o reatamento das relações diplomáticas entre Cuba e EUA e as mudanças do modelo econômico e social cubano, entre outros temas.

Durante o encontro os participantes reconheceram a solidariedade cubana em relação aos países da América Latina e elogiaram o papel de Fidel Castro na luta anti-imperialista e na emancipação dos povos. Por fim, mas não menos importante, ratificaram a necessidade da continuação da luta pelo fim do bloqueio estadunidense contra Cuba e pela devolução de Guantánamo, território cubano ocupado ilegalmente pelos EUA.